Uma visita do vereador Mazinho à Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Primavera, realizada na última quinta-feira (19), gerou momentos de tensão entre funcionários e usuários que estavam no local. A presença do parlamentar, que tinha como objetivo fiscalizar o atendimento, acabou provocando desconforto dentro da unidade.

De acordo com relatos de pessoas que presenciaram a situação, a abordagem se concentrou principalmente na farmácia da UBS. Durante questionamentos sobre a disponibilidade de medicamentos, o vereador teria demonstrado insatisfação com as respostas apresentadas e passou a gravar vídeos no interior da unidade, o que causou apreensão entre pacientes e servidores.

Informações apuradas pela reportagem indicam que eventuais faltas de medicamentos podem estar relacionadas a atrasos de fornecedores e falhas na logística de distribuição, fatores que não dependem diretamente da atuação dos profissionais da unidade.

Leia Também:

O episódio reacende o debate sobre o papel fiscalizador dos vereadores. Como representantes do Legislativo, eles têm a prerrogativa de acompanhar o funcionamento dos serviços públicos, solicitar informações e cobrar providências do Executivo — uma função considerada essencial para a transparência e o controle da administração pública.

Por outro lado, a forma como essas fiscalizações são conduzidas também vem sendo questionada. Servidores e usuários ouvidos pela reportagem, sob condição de anonimato, relataram sentir-se intimidados diante de situações classificadas como excessivas, envolvendo elevação de tom, pressão e constrangimentos. Segundo os relatos, há preocupação quando cobranças recaem sobre profissionais que não têm autonomia para resolver determinadas demandas estruturais.

Também há menções, por parte de entrevistados, a episódios anteriores envolvendo a atuação do parlamentar em outros serviços públicos de saúde, como no Hospital Nardini, o que reforça a percepção de um padrão de abordagem considerado mais incisivo.

Diante do ocorrido, permanece o desafio de conciliar o exercício da fiscalização com a preservação de um ambiente adequado de trabalho e atendimento, garantindo que eventuais cobranças resultem em soluções efetivas para a população, sem comprometer o funcionamento dos serviços.

FONTE/CRÉDITOS: Fala Mauá