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Mauá deu um passo importante no debate sobre mobilidade urbana ao oficializar a criação de sua segunda Frente Parlamentar com foco na implantação da tarifa zero no transporte público municipal. A cidade segue o movimento iniciado por Santo André, que também estruturou grupo semelhante para discutir a gratuidade.
A nova frente é formada pelos vereadores Wagner Rubinelli (Rede), Denis Caporal (Podemos) e Felipe do MSTU (PRD). O grupo já estabeleceu as primeiras ações, incluindo pedidos formais de informações à Prefeitura para avaliar a viabilidade financeira e legal da medida. A proposta central é eliminar o valor da passagem, utilizando subsídios e fontes de custeio compatíveis com a legislação.
O debate ganha força em meio aos recentes reajustes nas tarifas municipais. Desde 6 de janeiro, a passagem paga com cartão Sim passou de R$ 4,60 para R$ 4,90. Em dinheiro, o valor subiu de R$ 5,50 para R$ 5,90. O vale-transporte também teve aumento, saltando de R$ 7,00 para R$ 7,50.
Rubinelli assumirá a presidência da Frente Parlamentar, enquanto Felipe será o relator. Para os parlamentares, a mobilidade é um direito social e a gratuidade pode ampliar o acesso da população ao trabalho, à educação e aos serviços de saúde, especialmente para famílias de baixa renda.
A proposta prevê três formatos de implantação:
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Modelo piloto: testes em horários ou regiões específicas, como fins de semana e feriados;
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Modelo por público prioritário: início com estudantes, desempregados e população de baixa renda;
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Modelo universal progressivo: expansão gradual até alcançar toda a população, com planejamento da frota e infraestrutura.
Como primeira medida prática, foram solicitadas informações detalhadas às Secretarias de Mobilidade Urbana e Finanças, incluindo dados sobre frota, itinerários, demanda por horário, contratos e possíveis receitas vinculadas ao setor. O cronograma também inclui audiências públicas e consultas com especialistas.
Debate no ABC
O tema avança em outras cidades da região. Em São Bernardo do Campo, a proposta já reúne assinaturas para formalização. Em Diadema, o debate ocorre na Câmara, apesar de resistências políticas.
A discussão sobre tarifa zero vem ganhando espaço no Grande ABC e pode redefinir o modelo de transporte público regional nos próximos anos.
ABCD NEWS
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