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Entre 2015 e 2022, a maioria das contas analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) relacionadas às Câmaras Municipais do ABC Paulista receberam parecer negativo. Das 56 prestações de contas julgadas no período, apenas 16 foram aprovadas — o que representa um índice de rejeição de 66%.
As situações mais críticas foram registradas em Diadema e Mauá, que tiveram todas as contas reprovadas nesse intervalo de tempo. Diadema não tem uma conta aprovada desde 2014, enquanto Mauá amarga rejeições consecutivas desde 2013. Ribeirão Pires teve apenas as contas de 2017 aprovadas.
Rio Grande da Serra e São Caetano do Sul obtiveram duas aprovações cada, nos anos de 2018 e 2019.
Na contramão do cenário, São Bernardo do Campo teve todas as contas aprovadas desde 2017, e Santo André, desde 2018.
🔎 Principais motivos das rejeições
Entre os principais apontamentos do TCE-SP estão o desequilíbrio entre servidores concursados e cargos comissionados. Em alguns casos, como em São Bernardo, o excesso de comissionados chegou a motivar decisões judiciais que suspenderam os cargos. Situações semelhantes ocorreram em Mauá.
Também foram considerados como fatores negativos: falhas na contratação de terceirizados, ausência de exigência de nível superior para assessores parlamentares e baixa transparência administrativa.
As contas relativas a 2023 e 2024 ainda não foram analisadas pelo Tribunal.
ABCD NEWS