Um novo Projeto de Lei pode mudar as regras para quem deseja tirar a primeira habilitação nas categorias A (moto) e B (carro) no Brasil. O PL 3965/21, que aguarda sanção presidencial, propõe a exigência do exame toxicológico para novos condutores dessas categorias, o que hoje é obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E.

Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), a medida deve gerar um aumento de até 60% na procura por esse tipo de exame. Atualmente, a taxa de positividade é de 1,37% para laudos não justificados e 1,56% para os justificados.

Entre as substâncias mais detectadas nos exames estão:

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  • Cocaína

  • Opiáceos

  • Anfetaminas

  • Maconha

O exame é realizado por meio da coleta de cabelos ou pelos corporais, com janela de detecção de até 180 dias, dependendo da região da coleta (braço, perna, tórax, axila ou púbis). A coleta ocorre em postos credenciados, e todo o processo segue rigorosos protocolos, conforme explica o Dr. Alex Galoro, da Abramed.

Se o resultado for negativo, o laudo é liberado. Em caso de resultado positivo, a amostra passa por um exame confirmatório. O envelope B só é aberto caso haja pedido judicial ou contestação do resultado.

Caso seja sancionada, a nova regra impactará milhares de brasileiros que desejam obter a CNH nas categorias A e B, exigindo ainda mais responsabilidade e atenção dos futuros

FONTE/CRÉDITOS: Weslen Bianco