O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria cogitando deixar a Corte após o término de sua gestão, previsto para setembro deste ano.
Segundo pessoas próximas, a decisão ainda não está confirmada, mas a hipótese vem ganhando força nos últimos meses.
Barroso, de 67 anos, poderia permanecer no STF até os 75, idade da aposentadoria compulsória, mas já teria sinalizado desde 2022 que não pretende ficar até o limite.
Motivos pessoais e cenário político
Fontes próximas afirmam que Barroso considera já ter cumprido sua missão como magistrado e estaria inclinado a se dedicar à vida pessoal.
Entre as possibilidades, estão atuar como professor universitário, ministrar palestras ou, caso seja convidado, ocupar um cargo diplomático.
O ministro também estaria incomodado com o que classifica como uma “crise de civilidade” em nível global. Outro fator que pesa na decisão é a recente ofensiva dos Estados Unidos, que teria incluído Barroso entre as autoridades com visto cancelado — medida associada à proximidade dele com o ministro Alexandre de Moraes.
Relação com os EUA e impacto no cotidiano
Ao contrário de Moraes, que minimizou o episódio, Barroso mantém relação estreita com o país. Ele é colaborador da Harvard Kennedy School e costuma passar as férias nos EUA, dedicando-se à leitura e escrita de artigos.
Segundo auxiliares, o ministro teria sentido que foi “punido por tabela” e reconhece não haver o que possa fazer para mudar a situação.
Mudança de colegiado no STF
Após passar a presidência para Edson Fachin, Barroso integrará a Segunda Turma do STF, formada por ministros com quem tem menos proximidade: Fachin, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, André Mendonça e Nunes Marques.
Será a primeira vez que ele participará desse colegiado, já que atuou na Primeira Turma de 2013 a 2023.
Sucessão e possíveis nomes
Se Barroso confirmar a aposentadoria antecipada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá indicar um novo ministro ainda neste mandato.
Entre os nomes mais cotados estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, e a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha.

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