A Polícia Civil deve concluir até a próxima sexta-feira (6) o inquérito que investiga o feminicídio da jovem Cibelle Monteiro Alves, de 22 anos, morta com um golpe de faca dentro da loja onde trabalhava no Shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo.

O prazo de dez dias para o encerramento do procedimento começou a contar a partir da prisão em flagrante do suspeito, Cassio Henrique da Silva Zampieri, de 25 anos.

Segundo o delegado Cristiano Sacrini, do Setor de Homicídios, o investigado permanece detido no 1º Distrito Policial de São Bernardo e deverá ser transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) da cidade após os trâmites legais.

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“O inquérito tem prazo de dez dias contados a partir da prisão. Esse prazo se encerra na sexta-feira e até lá o relatório será encaminhado à Justiça”, explicou o delegado.

Além do feminicídio, o suspeito também poderá responder por resistência à prisão, além de possíveis crimes de cárcere privado e ameaça contra outra funcionária que teria sido mantida sob domínio durante o ataque.

A polícia ainda pretende concluir os últimos depoimentos considerados essenciais para o fechamento do caso, incluindo a oitiva do próprio acusado, que deverá apresentar oficialmente sua versão dos fatos.

Outra funcionária que estava no local e foi mantida sob ameaça também deverá ser ouvida, assim como a mãe da vítima, caso tenha condições emocionais para prestar depoimento.

De acordo com o delegado, a investigação já aponta uma dinâmica clara do crime.

“Foi um assassinato cruel, extremamente violento, motivado por ciúmes e pela não aceitação do fim do relacionamento. Há indícios de que o crime foi premeditado”, afirmou.

HISTÓRICO DE PERSEGUIÇÃO

As investigações indicam que o relacionamento entre o suspeito e a vítima já apresentava histórico de perseguição e violência.

Mesmo bloqueado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, o homem utilizava transferências via Pix para enviar recados à ex-companheira.

Também há registros de que ele teria divulgado imagens íntimas da vítima, além de ameaças constantes.

Em conversas com uma amiga, Cibelle chegou a relatar medo da presença do ex-companheiro próximo de sua residência.

“Liguei para a polícia. Estou com medo de verdade”, escreveu em uma das mensagens.

Em outro áudio, a jovem demonstrava preocupação com a eficácia da medida protetiva.

“Disseram que a medida só funciona se ele for pego em flagrante… então ele precisa me bater para acontecer alguma coisa”, relatou.

O caso gerou forte comoção na região do ABC Paulista e segue sendo acompanhado pelas autoridades.

FONTE/CRÉDITOS: dgabc