O imposto sobre importação de compras internacionais, conhecido como "taxa das blusinhas", começará a valer oficialmente em 1º de agosto. Contudo, clientes que comprarem a partir deste sábado, 27, em plataformas de e-commerce como AliExpress, Shein e Shopee, já podem arcar com um custo adicional de 20% em compras de até US$ 50.

As empresas justificam essa antecipação devido ao intervalo entre a compra e a necessidade de registro da Declaração de Importação (DI) à Aduana, documento que informa o que foi comprado, suas características e prova de pagamento dos impostos. Esse registro deve ser feito em até 72 horas, o que leva as empresas a anteciparem a cobrança.

A "taxa das blusinhas" foi criada pela Câmara dos Deputados em maio, aprovada pelo Senado e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de junho. A nova lei institui um imposto de 20% para compras de até US$ 50 e de 60% para compras de US$ 50,01 a US$ 3.000, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto para compras acima de US$ 50.

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Simulações do Estadão indicam que os preços dos produtos mais vendidos, como blusas e calças jeans, sofrerão um aumento com a nova taxação de 20%. Especialistas estimam que o preço final pago pelo consumidor pode subir até 40%, dependendo se as empresas repassarão esse custo.

Posicionamento das empresas:

AliExpress: Justifica a antecipação da cobrança para ajustar as declarações de importação conforme a nova regulamentação. Shopee: Afirma que a maior parte das operações no Brasil é feita por vendedores locais, e que a nova taxa incidirá sobre produtos de vendedores internacionais. Shein: Compromete-se a informar claramente todos os custos no momento do pagamento. Amazon: Começará a aplicar a nova taxa em 31 de julho. Temu: Foi procurada, mas não respondeu até a publicação deste texto.

 

FONTE/CRÉDITOS: imprensa@abcdnews.com.br