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O ex-prefeito de Mauá, Átila Jacomussi, será julgado ainda neste mês por acusações de corrupção, fraude em licitação, organização criminosa e falsidade ideológica eleitoral.
A decisão foi tomada pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini, da 2ª Zona Eleitoral de São Paulo, na última quinta-feira (28/8). O magistrado rejeitou o pedido da defesa para suspender o processo, mantendo as audiências de instrução e julgamento marcadas para os dias 24, 25 e 26 de setembro.
O caso tem origem nas operações Prato Feito e Trato Feito, que investigaram esquemas de fraudes em contratos públicos e levaram às duas prisões do ex-prefeito em 2018. O Ministério Público Eleitoral aponta que Jacomussi teria participado da manipulação do Pregão Presencial nº 024/2017, destinado à compra de uniformes escolares, supostamente superfaturados.
A denúncia atribui ao ex-prefeito práticas de corrupção passiva, fraude em licitação, associação em organização criminosa e falsidade ideológica eleitoral. Segundo o processo, o esquema teria envolvido caixa dois para a campanha de 2016 e favorecimento a empresas contratadas pela Prefeitura de Mauá.
A defesa tentou anular o andamento com base em decisão recente do STF sobre relatórios do Coaf sem autorização judicial. No entanto, o juiz entendeu que a repercussão geral não suspende processos em andamento nem invalida provas já analisadas em juízo.
Caso seja condenado, Átila pode ficar inelegível, pagar multa e até cumprir pena de prisão.
O ex-prefeito não respondeu aos contatos feitos até o fechamento desta edição. Jacomussi governou Mauá entre 2017 e 2020 e chegou a ser preso duas vezes durante o mandato.
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✍️ Edição e Reportagem: Rafael Rodrigues - @rafaelrodrigues.abc
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