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Em 15 de março de 1990, os brasileiros foram dormir sem imaginar que, ao acordarem no dia seguinte, enfrentariam uma das mais drásticas mudanças econômicas da história do país. Na manhã de 16 de março, o recém-empossado presidente Fernando Collor de Mello anunciou o Plano Collor, um conjunto de medidas econômicas destinadas a combater a hiperinflação que assolava o Brasil.
Entre as ações implementadas, a mais impactante foi o confisco de depósitos bancários: contas correntes, cadernetas de poupança e aplicações financeiras que excediam 50 mil cruzados novos tiveram 80% de seus valores bloqueados por 18 meses, com promessa de correção monetária e juros de 6% ao ano. Além disso, houve a substituição da moeda vigente, do cruzado novo para o cruzeiro, na proporção de 1:1.
O plano também incluiu o congelamento de preços e salários por 45 dias, a criação de um novo imposto sobre operações financeiras (IOF), aumento das tarifas de serviços públicos e um programa de privatizações e demissões no setor público.
As consequências foram severas: muitos brasileiros enfrentaram dificuldades financeiras devido ao bloqueio de suas economias, levando a falências de empresas e, tragicamente, a casos de suicídio. Embora inicialmente a inflação tenha caído, ela voltou a subir nos meses seguintes, evidenciando a ineficácia das medidas adotadas.
Neste 15 de março de 2025, completam-se 35 anos desde o anúncio do Plano Collor. O episódio permanece na memória coletiva como um dos maiores traumas financeiros vividos pelo Brasil, ressaltando a importância de políticas econômicas bem planejadas e transparentes.
ABCD NEWS