O julgamento referente ao registro de candidatura de Atila Jacomussi, ex-prefeito de Mauá, teve um desfecho incerto após o desembargador Claudio José Langroiva solicitar mais tempo para analisar o processo. Apesar do relator, desembargador Regis Castilho, ter votado a favor da concessão do registro, argumentando que as recentes alterações na legislação, atribuídas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não o consideravam inelegível, a situação de Atila permanece ambígua.

Com o nome ainda presente nas urnas, seus votos serão tratados como "sob judice", o que significa que, embora ele possa concorrer ao segundo turno, só poderá assumir o cargo de prefeito se a decisão judicial que afeta sua candidatura for revista em instâncias superiores.

A situação de Atila é complicada, pois ele enfrenta a "ficha suja" devido à rejeição das contas durante seu mandato. O Tribunal de Contas do Estado apontou diversas irregularidades, como a insuficiente aplicação de recursos na educação, o não pagamento de precatórios e um quadro de superendividamento da cidade. Em sua defesa, Atila afirma que, de acordo com a nova lei, sua inelegibilidade deveria ser baseada apenas em dívidas financeiras específicas, mas o juiz deixou claro que as razões para a rejeição de suas contas vão além de simplesmente não pagar multas, envolvendo questões graves de gestão pública.

Leia Também:

Assim, enquanto a disputa eleitoral avança, a situação de Atila continua em suspense, aguardando novas deliberações que poderão alterar o rumo de sua candidatura.