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Bruna Araújo, 30 anos, faleceu em São Bernardo do Campo após ingerir vodca adulterada com metanol — seu velório será nesta terça-feira (7), com início às 14h no Cemitério Memorial Jardim Santo André, em Santo André. O sepultamento está marcado para as 17h40.
Embora seu caso seja o terceiro confirmado no estado de São Paulo, ele ainda não constava no balanço estadual divulgado na tarde de segunda, pois a notificação foi repassada pela Prefeitura de São Bernardo após o fechamento do boletim.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o óbito ocorreu após a adoção de cuidados paliativos, decisão tomada pela equipe médica em conjunto com os familiares. A prefeitura assegurou que Bruna “recebeu a melhor assistência possível” e manifestou condolências à família e amigos.
São Bernardo concentra o maior número de denúncias investigativas no estado, tendo recebido 78 notificações relacionadas ao consumo da substância — Bruna foi a única fatalidade na cidade. Em todo o estado de São Paulo, são 15 casos confirmados de intoxicação por metanol e 164 sob análise, com seis mortes suspeitas. O metanol é uma substância extremamente tóxica e de difícil detecção; sua ingestão, inalação ou contato prolongado pode provocar náuseas, tonturas, convulsões, cegueira e morte.
PROTOCOLO DE MORTE CEREBRAL
Relatos apontam que Bruna passou a tarde e a noite consumindo bebidas em um bar de São Bernardo, onde assistiu a um show de pagode. Os sintomas só apareceram no dia seguinte: “estava feliz, se divertiu, mas na manhã seguinte teve náuseas, vômito e visão turva”, relatou a amiga Gabriela Damasceno.
Ela foi levada ao Hospital de Clínicas de São Bernardo, onde permaneceu internada desde a manhã de segunda-feira (29). Na sexta-feira (3), foi instaurado o protocolo de morte cerebral — procedimento que envolve uma série de exames para confirmar a perda irreversível das funções cerebrais, como:
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duas avaliações clínicas que comprovem ausência de percepção e disfunção do tronco encefálico;
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teste de ausência de movimentos respiratórios mesmo após estímulos máximos;
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exame complementar que confirme a inatividade encefálica.
A polícia investigou a distribuidora que teria fornecido a bebida consumida por Bruna, mas o responsável negou ser o único fornecedor. De acordo com a família, ela chegou a receber antídoto contra o metanol e passou por sessões de hemodiálise. O namorado de Bruna também foi internado em outra unidade de saúde.
ABCD NEWS