Santos, um dos destinos mais tradicionais do litoral paulista, projeta receber 3,5 milhões de visitantes no final de ano, segundo a Prefeitura. No entanto, boletins anuais da Cetesb revelam que todas as praias da cidade foram classificadas como impróprias para banho nos últimos 10 anos, sendo a única municipalidade litorânea nessa condição. A análise considera amostras semanais de coliformes fecais, com médias geométricas acima dos limites da Resolução CONAMA 274/2000.

A praia do Boqueirão apresenta o quadro mais crítico: três anos como "ruim" e sete como "péssima". Já Aparecida registra seis anos "ruim" e quatro "péssima". Esses resultados decorrem de alta concentração de Enterococos (acima de 100 UFC/100mL), bactérias de fezes humanas e animais, elevando riscos de gastroenterite, infecções de pele, otites e conjuntivites para banhistas. Boletins semanais de dezembro de 2025 mostram bandeira vermelha em todas as faixas santistas.

O Dique da Vila Gilda, maior favela de palafitas da América Latina, agrava a contaminação ao despejar efluentes sem tratamento diretamente no manguezal, causando morte de fauna marinha, forte odor e degradação ambiental. Apesar de 99% de cobertura de esgoto pela Sabesp e ações de limpeza do Instituto EcoFaxina, o problema é estrutural, intensificado por chuvas. A Cetesb monitora 175 pontos em 15 municípios, priorizando áreas urbanas.

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