Em um recente concurso público da Prefeitura de Rio Grande da Serra para a contratação de 40 professores de educação básica, um único candidato com deficiência foi convocado: Rony Gomes, de 43 anos. Rony, que possui esquizofrenia, foi informado somente na etapa final de entrega de documentos que não poderia assumir o cargo devido à sua condição.

O edital, publicado em abril de 2023, não especificava qualquer restrição quanto à esquizofrenia. Rony havia apresentado um laudo médico comprovando que sua condição está controlada desde 2009, com tratamento contínuo e regular. "Meu problema está controlado. Desde o diagnóstico, mantenho todos os remédios, exames e consultas em dia. Entreguei à Prefeitura um laudo que comprova justamente isto", explicou Rony, que atualmente trabalha como vigilante.

Residente em Ribeirão Pires e formado em pedagogia, Rony tem experiência como professor na rede pública de Santo André, onde ministrou aulas eventuais de Geografia, além de ter atuado como educador voluntário no projeto Escola da Família. "Em um mundo cheio de estigmas, imaginei que, havendo espaço no edital para PCD, poderia ser mais fácil ser aprovado", desabafou.

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Apesar de cumprir todas as exigências do edital, incluindo a anexação de um laudo médico durante o período de inscrições, Rony teve sua convocação barrada devido à sua esquizofrenia. "Comemorei a aprovação, mas depois me disseram que faltavam documentos. Só então descobri que o problema era a esquizofrenia, quando conversei com a secretária de Administração de Rio Grande da Serra, Alexsandra Aguiar", relatou.

Alexsandra Aguiar, em entrevista ao Diário, admitiu que não sabia que a esquizofrenia se enquadrava na categoria de deficiência. De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), pessoas com esquizofrenia paranoide podem ser consideradas PCD.

 

FONTE/CRÉDITOS: ABCD News