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A promotora de Justiça Eleitoral, Tássia Ismênia da Rocha Silva, se posicionou contra a candidatura do deputado estadual e ex-prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (União Brasil). Em decisão publicada no domingo (8), ela rejeitou o recurso apresentado pelo candidato, alegando que Atila "não cumpre todos os requisitos constitucionais e legais" para continuar na disputa.
Diante disso, Atila Jacomussi tem até o dia 17 de setembro para resolver sua situação ou precisará indicar um substituto. Nesta segunda-feira (9), ele e sua equipe farão uma reunião de emergência, e há a possibilidade de sua esposa, Andreia Rios, assumir a candidatura.
Na terça-feira (3), a Justiça Eleitoral impugnou o registro de candidatura de Atila Jacomussi para a prefeitura de Mauá, atendendo ao pedido do MPE (Ministério Público Eleitoral) e da coligação Verdade Para Mauá Avançar (PT, PSD, PV, PCdoB, PSB, Rede, Psol, PDT, MDB e Podemos). A decisão foi proferida pela 217ª Zona Eleitoral de Mauá.
A inelegibilidade de Atila decorre do fato de suas contas terem sido rejeitadas "por irregularidades insanáveis" durante seu mandato como prefeito nos anos de 2017, 2018, 2019 e 2020.
Segundo a promotora, os relatórios do Tribunal de Contas apontaram problemas como desequilíbrio fiscal, aplicação insuficiente de recursos na educação e falta de pagamento de precatórios. "O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tem reiterado que o não pagamento de precatórios, especialmente quando há disponibilidade financeira, configura irregularidade insanável e ato doloso de improbidade administrativa", ressaltou a promotora em sua decisão.
ABCD NEWS