Ansiedade ou pressão alta? Embora distintas, essas duas condições de saúde podem caminhar juntas e afetar diretamente o bem-estar físico e mental da população.

Em Mauá, como em todo o Brasil, cresce a preocupação com o impacto das emoções na saúde cardiovascular. Segundo o farmacêutico e coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, Lincoln Cardoso, a pressão alta — também conhecida como hipertensão arterial — e a ansiedade, embora diferentes, muitas vezes se influenciam mutuamente.

A pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Se não for tratada, pode levar a problemas graves como infarto, AVC e insuficiência cardíaca. Já a ansiedade é uma resposta emocional que pode gerar sintomas como angústia, insegurança, sensação de perigo e aflição.

Leia Também:

“O que muitos não sabem é que a ansiedade crônica pode desencadear reações fisiológicas que elevam a pressão arterial. Por outro lado, viver com pressão alta pode agravar os sintomas da ansiedade, criando um ciclo perigoso e difícil de romper”, explica o professor.

Fatores de risco
Entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão arterial estão:

  • Idade avançada

  • Histórico familiar

  • Obesidade

  • Sedentarismo

  • Alimentação inadequada

  • Consumo de álcool e tabaco

  • Estresse crônico

  • Diabetes

  • Doenças renais

No caso da ansiedade, os fatores de risco incluem:

  • Traumas ou eventos estressantes

  • Doenças físicas crônicas

  • Uso de substâncias

  • Desiquilíbrios químicos no cérebro

  • Estresse no ambiente de trabalho

  • Fatores socioeconômicos

Tratamento exige abordagem integrada
O tratamento da hipertensão deve considerar tanto os fatores físicos quanto os emocionais. Mudanças no estilo de vida, como alimentação saudável, prática regular de exercícios e controle do estresse, são essenciais. Em casos mais complexos, o uso de medicamentos pode ser necessário.

Para controlar a ansiedade, terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) têm mostrado bons resultados. Além disso, hábitos saudáveis e acompanhamento psicológico também são recomendados.

O perigo da combinação
Lincoln alerta que o estresse contínuo pode ativar o sistema nervoso simpático, contrair os vasos sanguíneos, liberar hormônios e reter sódio, elevando ainda mais a pressão arterial.

A pressão alta não tratada pode causar danos irreversíveis ao coração, rins, cérebro e visão. Por isso, a orientação é clara: buscar diagnóstico precoce, seguir o tratamento corretamente e cuidar tanto da saúde física quanto da emocional.

Conclusão
“Não basta medir a pressão de vez em quando. É fundamental olhar para a saúde de forma completa, inclusive cuidando do emocional”, finaliza o especialista.

FONTE/CRÉDITOS: Saúde