Serviço integra forças de segurança e proteção social para atender vítimas de violência doméstica

Na tarde desta terça-feira (20), a Prefeitura de Mauá oficializou o lançamento do aplicativo ANA, conhecido como Botão do Pânico, destinado a mulheres que possuem medidas protetivas judiciais contra agressores. A iniciativa visa ampliar a proteção de vítimas de violência doméstica por meio da tecnologia e da ação rápida da Guarda Civil Municipal.

O aplicativo — batizado em homenagem a Ana, esposa do criador da tecnologia, o guarda civil de Paulínia Diogo Antonio Ferreira — já é utilizado em mais de 70 municípios brasileiros. Ana faleceu durante a pandemia de Covid-19, e a tecnologia foi cedida à cidade com a condição de manter viva essa homenagem.

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Durante o evento, a GCM Margarida Nicodemos explicou o funcionamento da ferramenta. Com dois toques no botão virtual, um sinal de alerta é enviado imediatamente à Central de Operações da GCM, que identifica a localização via GPS e aciona duas viaturas mais próximas para o atendimento. O sistema também fornece dados relevantes como fotos da vítima e do agressor, endereço, histórico de boletins de ocorrência e detalhes da medida protetiva.

“Com isso, queremos garantir mais proteção às mulheres vítimas de violência em nossa cidade, porque é fundamental preservar essas vidas”, declarou o prefeito Marcelo Oliveira, destacando a atuação integrada entre as secretarias municipais, em especial as de Segurança Pública e Políticas Públicas para Mulheres.

A secretária Cida Maia ressaltou que no primeiro trimestre de 2025 foram acompanhadas 81 medidas protetivas pela Rede Viva Maria. “Vamos buscar essas mulheres para que instalem o aplicativo e sejam orientadas sobre como utilizá-lo. As novas vítimas já serão incluídas automaticamente no programa”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Matheus Ferreira, frisou que o aplicativo é uma ação concreta que reforça o compromisso da atual gestão com uma cidade mais segura, justa e humana.

O lançamento reuniu dezenas de mulheres e representantes de organizações que atuam na defesa dos direitos femininos, reforçando o apoio da sociedade civil à iniciativa.

FONTE/CRÉDITOS: PMM