Um crime brutal chocou Belo Horizonte na manhã de segunda-feira (11). O gari Laudemir de Souza Fernandes foi morto a tiros enquanto trabalhava na Rua Modestina de Souza, próxima à Avenida Tereza Cristina. Segundo testemunhas, o autor dos disparos seria o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que reagiu com violência após uma breve discussão no trânsito.
O caminhão de coleta havia parado para liberar a passagem de cerca de 10 veículos, quando o motorista de um carro BYD cinza teria se irritado com a manobra. De acordo com a condutora do caminhão, Eledias Aparecida Rodrigues, o suspeito sacou uma arma, ameaçou atirar e, momentos depois, desembarcou para efetuar o disparo que atingiu o gari.
Laudemir ainda foi socorrido e levado ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu aos ferimentos. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele tentou correr após ser baleado, antes de cair e ser amparado por colegas.
Apesar de negar envolvimento e apresentar um álibi, o empresário foi reconhecido por testemunhas. Ele afirmou que, no horário do crime, estava em sua empresa em Betim, mas a Polícia Civil investiga contradições no depoimento e analisa imagens de câmeras de segurança que podem comprovar sua rota no dia do homicídio.
O caso ganhou ainda mais repercussão após a revelação de que Renê já responde por acusações de violência doméstica em São Paulo e no Rio de Janeiro, incluindo lesão corporal grave e ameaça. Também há registros de um caso de homicídio culposo no Rio.
Durante a audiência de custódia, o juiz destacou que o crime foi cometido com frieza e de forma consciente, determinando a manutenção da prisão preventiva. O empresário também se envolveu em polêmica ao tentar usar o nome do secretário de Justiça de Minas Gerais para se impor diante de policiais penais, mas a suposta ligação foi negada pelo próprio secretário.
As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes e confirmar o trajeto do suspeito na manhã em que o gari foi morto.

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