A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) concluiu o inquérito sobre a morte da professora de pilates Larissa Rodrigues, de 40 anos, ocorrida em 22 de março deste ano. Nesta sexta-feira (27), o médico Luiz Garnica e sua mãe, Elizabete Arrabaça, foram oficialmente indiciados por homicídio doloso qualificado, acusados de envenenar Larissa com “chumbinho”, um raticida proibido no Brasil desde 2012.

Segundo as investigações, o crime foi premeditado e teria motivação financeira. Elizabete, sogra da vítima, acumulava dívidas superiores a R$ 300 mil. De acordo com o delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso, inconsistências nos depoimentos de Luiz e conversas recuperadas em seus dispositivos eletrônicos reforçaram a tese de homicídio planejado. “Houve diversas contradições, especialmente em mensagens enviadas à amante do médico, onde ele já informava a morte da esposa antes mesmo da chegada do Samu”, afirmou Bravo.

A investigação também revelou que Elizabete pode ter oferecido à nora, na noite anterior à morte, um medicamento misturado com veneno. Frascos apreendidos em sua residência foram encaminhados à perícia. A idosa foi a última da família a ter contato com Larissa e teria perguntado a uma amiga onde comprar o chumbinho duas semanas antes do crime.

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A polícia suspeita ainda de envolvimento de Elizabete na morte de sua própria filha, Nathália Garnica, que faleceu em fevereiro, um mês antes de Larissa. O corpo de Nathália foi exumado, e o laudo toxicológico revelou presença do mesmo veneno.

Luiz Garnica e Elizabete estão presos preventivamente desde maio. A morte de Nathália segue sob investigação, e a polícia trabalha para entender se há conexão direta entre os dois crimes.

 

FONTE/CRÉDITOS: Estadão