A Vigilância Sanitária de Mauá, em parceria com a Vigilância Estadual e a Polícia Civil, realizou na madrugada deste domingo (5) uma operação emergencial para inspecionar estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas no município. A ação foi deflagrada após quatro notificações de possíveis casos de intoxicação por metanol — substância altamente tóxica usada em produtos industriais.

De acordo com a Secretaria de Saúde, os pacientes seguem em estado estável e passam por exames laboratoriais para confirmar ou descartar a presença do metanol. As amostras das bebidas foram encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, referência em análises toxicológicas.

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Durante as inspeções, uma adega teve garrafas de whisky recolhidas para análise. O proprietário apresentou notas fiscais e se comprometeu a suspender a venda do lote suspeito. Em outro ponto de comércio, o responsável não conseguiu comprovar a origem dos produtos, resultando na interdição cautelar do local.

ALERTA À POPULAÇÃO E REFORÇO NOS PROTOCOLOS

A Secretaria de Saúde de Mauá já havia emitido um alerta preventivo às unidades de saúde da cidade — públicas e privadas — orientando sobre a necessidade de atenção redobrada a sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. O comunicado seguiu diretrizes do Governo do Estado após o aumento de casos em outras cidades paulistas.

UBSs, UPAs e hospitais receberam orientações para aplicar protocolos de notificação imediata e orientar os pacientes sobre os perigos do consumo de bebidas de procedência desconhecida.

A secretária de Saúde, Eliene de Paula Pinto, destacou:

“É fundamental que a população evite consumir bebidas sem procedência e denuncie situações suspeitas. O metanol é extremamente perigoso e pode causar danos irreversíveis à saúde.”

Entre os principais sintomas da intoxicação estão náuseas, dor abdominal, visão turva, dificuldade para respirar, convulsões e, em casos graves, cegueira e morte. O Ministério da Saúde reforça que o diagnóstico rápido e o tratamento imediato são essenciais para salvar vidas.

FONTE/CRÉDITOS: PMM