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A violência contra a mulher segue alarmante na região do Grande ABC. Dados do Ligue 180, canal oficial do governo federal, revelam que em 2025 foram registradas 2.256 denúncias nas sete cidades da região — o que representa uma ocorrência a cada quatro horas.
A média é de seis denúncias por dia.
Mauá lidera os registros, com 721 casos. Na sequência aparecem Santo André (596), São Bernardo (534), Diadema (249), Ribeirão Pires (57) e Rio Grande da Serra (16).
Em todo o Brasil, o Ligue 180 recebeu 155 mil denúncias em 2025, sendo o Estado de São Paulo responsável por 34 mil registros.
O tema voltou ao centro das discussões após uma sequência de feminicídios nos últimos meses. Apenas em fevereiro, três mulheres foram assassinadas no Grande ABC — o maior número para o mês desde 2017.
Entre os casos que mais chocaram a região está o assassinato da empresária Alessandra Christina dos Santos, morta e carbonizada em julho de 2024, no Parque São Vicente, em Mauá. O ex-companheiro foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Mauá a 22 anos e 6 meses de prisão.
A dor da mãe, Sandra Regina Costa, transformou-se em luta. Hoje, ela atua como voluntária na ONG Mulheres em Ação de Mauá, que oferece suporte psicológico, assistencial e jurídico a vítimas.
Especialistas alertam que a violência não é apenas física: pode ser psicológica, patrimonial e sexual. Em caso de agressão, a orientação é registrar boletim de ocorrência e solicitar medida protetiva, que deve ser concedida em até 48 horas. Em emergências, a recomendação é ligar 190.
Março, mês marcado pelo ONU como símbolo da luta feminina, reforça a necessidade de reflexão. Para a ONG, o cenário atual não permite celebrações, mas exige mobilização e políticas públicas de prevenção.
ABCD NEWS
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