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Novas regras para o Pix trarão limite de R$ 200 por transação e R$ 1 mil diários em operações de novos dispositivos; Banco Central quer mais segurança contra golpes.
O Banco Central do Brasil anunciou, nesta segunda-feira (22), novas regras e limites para transações via Pix. A partir do dia 1° de novembro, dispositivos que nunca tenham realizado uma transferência com o método de pagamento terão os valores iniciais limitados a R$ 200 por vez, com um limite diário de R$ 1 mil. O objetivo é aumentar a segurança nas transferências e impedir que fraudadores realizem golpes com grandes quantias de dinheiro utilizando apenas as credenciais dos usuários, como login e senha.
O órgão também informou que o aguardado Pix Automático foi adiado para 2025, com data de lançamento marcada para 16 de junho do mesmo ano. Confira a seguir todas as novidades antecipadas pelo Banco Central e entenda o que muda no Pix.
O que vai mudar no Pix?
As novas regras do Banco Central não afetam quem já utiliza o Pix. A novidade é exclusiva para dispositivos novos, que ainda não estejam autorizados para o uso pleno do método de pagamento. A partir de 1° de novembro, caso o usuário compre um novo celular ou comece a usar uma nova chave, estará limitado a R$ 200 por transação, com um limite diário de R$ 1 mil.
Assim, o Banco Central garante que, mesmo com login e senha, golpistas não conseguirão realizar transações maiores que R$ 1.000 por dia em um novo dispositivo. Para transações fora destes limites, os clientes precisarão cadastrar o novo dispositivo de acesso no banco parceiro.
“Essa medida minimiza a probabilidade de fraudadores usarem dispositivos diferentes daqueles utilizados pelo cliente para gerenciar chaves e iniciar transações Pix. Isso dificultará a fraude em que o agente malicioso consegue, por meio de roubo ou de engenharia social, as credenciais, como login e senha, das pessoas”, concluiu o Banco Central em nota.
Bancos também terão que se adequar
As novas normas do Banco Central exigem que os bancos adotem medidas para garantir mais segurança aos correntistas. As instituições deverão identificar transações via Pix atípicas ou diferentes do perfil do cliente e verificar se os clientes têm marcação de fraude junto ao BC pelo menos uma vez a cada seis meses. Além disso, devem disponibilizar informações sobre como evitar fraudes em seus sites oficiais.
Caso os bancos identifiquem que um cliente tenha praticado fraude contra outros, o Banco Central espera que as empresas encerrem o relacionamento com o fraudador ou limitem de forma diferenciada as transações já iniciadas, além de bloquear as recebidas.
Pix Automático é adiado e ganha nova data
Previsto inicialmente para outubro de 2024, o Pix Automático foi adiado para o ano que vem. O Banco Central anunciou que a nova data de lançamento do serviço será 16 de junho de 2025. Essa novidade é bastante aguardada, pois promete facilitar alguns pagamentos recorrentes. Com o Pix Automático, os usuários poderão realizar transações periódicas sem a necessidade de autenticação no momento da transferência, funcionando de forma semelhante ao débito automático em conta-corrente, mas sem as taxas atribuídas ao uso do cartão.
O recurso será obrigatório para todos os bancos que participam do Pix. Caso não disponibilizem o serviço ou não sejam aprovados nos testes do Banco Central até a data de lançamento, as instituições serão multadas por dia de atraso, com um limite de 60 dias.
ABCD NEWS