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Cinco cidades do Grande ABC já registram casos suspeitos de intoxicação por metanol, substância tóxica presente em bebidas alcoólicas adulteradas. Até esta sexta-feira (3), o número de notificações chegou a 43, de acordo com balanço divulgado pelas prefeituras e pelo Ministério da Saúde. Mauá, até o momento, não apresentou casos confirmados nem suspeitos oficialmente registrados.
O município mais afetado é São Bernardo do Campo, com 30 ocorrências suspeitas — sendo uma confirmação, quatro mortes e 24 pessoas ainda em atendimento nas redes pública e privada. Desses pacientes, 26 são moradores da cidade, incluindo duas das vítimas fatais. Entre os casos graves, está o de Bruna Araújo de Souza, 30 anos, que permanece internada em estado gravíssimo no Hospital de Clínicas, com protocolo de morte encefálica aberto.
Em Santo André, a Prefeitura informou que recebeu cinco notificações desde 29 de setembro, sem registro de óbitos. Já Diadema contabiliza seis casos suspeitos, dos quais três pacientes receberam alta, um deixou a UTI e foi transferido para a enfermaria, enquanto dois seguem em observação.
Em São Caetano do Sul, um jovem de 20 anos — morador de São Bernardo — segue internado no Hospital Albert Sabin. O boletim médico informa orientado e em estado estável.
Além do avanço dos casos, São Bernardo realizou nesta sexta-feira (3) a interdição de mais um estabelecimento suspeito de comercializar bebidas adulteradas. A Adega do Braga, localizada no Parque dos Químicos, foi fechada durante uma operação conjunta entre a Prefeitura e a Polícia Civil. O proprietário foi conduzido para prestar depoimento. No total, quatro bares já foram interditados: Adega do Braga, Villa Jardim Bar (Taboão), Boteco da Villa (Pauliceia) e um ponto no bairro Ferrazópolis.
Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde já contabiliza 97 notificações de suspeitas de intoxicação por metanol, distribuídas em seis estados. A Capital paulista concentra o maior número de ocorrências, com 68 registros, seguida por São Bernardo. Pernambuco aparece com quatro casos, a Bahia com dois e tanto o Distrito Federal quanto Mato Grosso do Sul confirmaram um caso cada.
Em Mauá, não há registros oficiais até o momento, mas autoridades locais reforçam a importância de evitar o consumo de bebidas sem procedência e de denunciar pontos de venda suspeitos às autoridades sanitárias e policiais.
ABCD NEWS