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O Grande ABC registrou os primeiros casos confirmados de Mpox em 2026, nas cidades de Mauá e Santo André, com uma ocorrência em cada município. A informação consta no painel de monitoramento da Secretaria de Estado da Saúde, atualizado na última sexta-feira (6).
Além das confirmações, oito casos ainda estão em investigação na região. Até o momento, 13 notificações foram descartadas e não há registro de mortes relacionadas à doença.
Entre os pacientes confirmados estão um homem entre 40 e 44 anos e uma jovem entre 15 e 19 anos, embora o governo estadual não tenha informado em qual município cada caso foi registrado.
Segundo as autoridades de saúde, Santo André investiga quatro notificações suspeitas, enquanto Diadema e Ribeirão Pires descartaram quatro e uma ocorrência, respectivamente. As demais cidades do ABC ainda não divulgaram dados atualizados.
No Estado de São Paulo, 65 casos foram registrados nos primeiros meses de 2026, enquanto no Brasil são 88 confirmações, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até 25 de fevereiro.
Histórico da doença na região
Em 2025, o Grande ABC contabilizou 28 casos confirmados e 78 descartados, também sem registro de mortes.
Desde o início do monitoramento da doença, entre 2022 e março de 2026, a região soma 1.443 casos notificados e 330 confirmados.
O pico ocorreu em 2022, quando o vírus circulou de forma mais intensa no país. Naquele ano, o Estado de São Paulo registrou 4.283 casos e três mortes, enquanto o Grande ABC teve 220 confirmações, sem óbitos.
Nos anos seguintes, os números foram menores na região:
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2023: 10 casos
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2024: 170 casos
O que é Mpox
Segundo o infectologista Juvencio Furtado, professor da Faculdade de Medicina do ABC, a Mpox é uma doença viral que causa febre, mal-estar e lesões na pele, geralmente com evolução considerada leve.
“O principal modo de transmissão é o contato direto de pele com pele. Em muitos casos aparecem poucas lesões e a pessoa se recupera sem complicações”, explica o especialista.
Apesar disso, pessoas imunocomprometidas, como pacientes em tratamento oncológico ou com imunodeficiência, podem desenvolver quadros mais graves.
O médico ressalta ainda que pode haver subnotificação, já que alguns pacientes apresentam sintomas leves e não procuram atendimento médico.
Monitoramento e prevenção
A Secretaria de Estado da Saúde afirma que mantém monitoramento permanente da doença, com identificação de casos suspeitos, testagem, acompanhamento clínico e rastreamento de contatos.
Entre as principais recomendações estão:
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evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas
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procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos
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seguir orientações das autoridades de saúde
ABCD NEWS
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