O avanço das discussões sobre a maconha no Brasil e no exterior tem gerado dúvidas, principalmente quando o assunto envolve o ambiente profissional. Apesar das mudanças recentes relacionadas ao porte para uso pessoal e à ampliação do acesso à cannabis medicinal, o consumo durante o expediente continua proibido na maioria das empresas.
No Brasil, decisões do Supremo Tribunal Federal sobre descriminalização do porte não alteram as regras internas das empresas. O empregador mantém o direito de exigir que o colaborador esteja em plena capacidade física e mental para exercer suas funções.
Em atividades que envolvem risco — como operação de máquinas, transporte de passageiros ou trabalho em altura — a tolerância é ainda menor. Empresas podem exigir exames toxicológicos e aplicar medidas administrativas caso o uso da substância comprometa a segurança.
Mesmo em países onde o uso recreativo foi legalizado, como Alemanha e alguns estados dos Estados Unidos, as empresas continuam proibindo o consumo durante o expediente. A justificativa principal é preservar a segurança coletiva e evitar acidentes de trabalho.
Já no caso da cannabis medicinal, o trabalhador que utiliza o tratamento com prescrição médica não pode sofrer discriminação. Porém, a empresa pode avaliar se a função exercida é compatível com o uso do medicamento, principalmente se houver risco operacional.
O debate continua crescendo, mas especialistas reforçam que legalização ou descriminalização não significam autorização automática dentro do ambiente corporativo.

ABCD NEWS
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