A Justiça autorizou a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça no último dia 18, dentro do apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo.

O pedido foi feito pela Polícia Civil, que busca esclarecer pontos ainda considerados duvidosos no decorrer da investigação. O procedimento de exumação foi realizado por volta das 11h desta sexta-feira (6).

De acordo com o advogado José Miguel Junior Silva, que representa a família da policial, os parentes de Gisele não se opuseram à realização da exumação, mesmo diante da dor causada pela situação.

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Segundo ele, a decisão ocorreu após recomendação do médico legista responsável, que identificou a possibilidade de novos esclarecimentos por meio do procedimento pericial.

“A família recebe essa decisão com pesar, pois não é fácil reviver esse momento, mas está colaborando com as investigações”, afirmou o advogado.

A Justiça também determinou sigilo sobre a investigação, decisão tomada na última quarta-feira (4), com o objetivo de preservar o andamento das apurações.

O marido da policial, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, está afastado das funções enquanto o caso segue sendo investigado. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o próprio oficial solicitou o afastamento.

Durante coletiva realizada no início da semana, a defesa da família afirmou ainda que o apartamento onde a policial foi encontrada morta levanta questionamentos. Segundo os familiares, o local pode ter sido alterado ou não preservado adequadamente, o que também motivou novas diligências investigativas.

As circunstâncias da morte seguem sob análise da Polícia Civil.

FONTE/CRÉDITOS: METROPOLIS