Distinguir um infarto de uma crise de ansiedade pode ser um desafio — e essa diferença pode ser crucial para salvar vidas. Em Mauá e em todo o Brasil, cada vez mais pessoas buscam entender como os sintomas dessas condições podem se confundir e quais sinais merecem atenção imediata.

Segundo o cirurgião cardiovascular Dr. Elcio Pires Junior, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, o infarto é causado pela obstrução das artérias, o que interrompe o fluxo sanguíneo para o coração. “A pessoa geralmente sente uma dor forte no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas e pescoço, além de formigamento, enjoo, taquicardia e sudorese intensa”, explica o médico. Esses sintomas costumam surgir e se agravar ao longo de horas.

Já a ansiedade, apesar de também provocar dores no peito e palpitações, não apresenta a mesma pressão intensa típica do infarto. Em geral, os sintomas de uma crise ansiosa atingem o pico entre 10 e 20 minutos e diminuem gradualmente conforme a pessoa recupera o controle emocional.

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Principais sintomas do infarto:

  • Dor no peito, que pode irradiar para pescoço, ombros e braços;

  • Náuseas e desconforto abdominal;

  • Falta de ar;

  • Palpitações;

  • Formigamento;

  • Sudorese intensa e repentina;

  • Sensação de desmaio ou confusão mental.

Principais sintomas da ansiedade:

  • Taquicardia e sensação de medo súbito;

  • Tremores e sudorese;

  • Dor ou pressão no peito;

  • Falta de ar e sensação de sufocamento;

  • Medo de perder o controle ou de morrer.

Os fatores de risco para o infarto incluem idade, histórico familiar, colesterol alto, estresse, tabagismo e doenças como hipertensão e diabetes. Já no caso da ansiedade, eventos traumáticos, excesso de pressão no dia a dia, ou predisposição psicológica podem desencadear crises.

O que fazer?
Na dúvida entre infarto ou ansiedade, a recomendação dos especialistas é clara: busque atendimento médico imediatamente. Somente exames e avaliação profissional podem diferenciar com segurança os dois quadros.

Em caso de ansiedade, técnicas de respiração, apoio psicológico e meditação podem auxiliar no controle das crises. Mas em qualquer caso de dor no peito ou sintomas persistentes, o pronto-socorro é o melhor caminho.

 

FONTE/CRÉDITOS: Weslen Bianco