Em julho de 2023, um novo caso de negligência contra gestantes veio à tona no Hospital da Mulher de São Bernardo. A paciente, Kimberlly Macedo Katzenwadel, 27 anos, relata ter sofrido violência obstétrica durante o parto. Segundo ela, a equipe médica induziu o parto normal por nove horas, mesmo com uma dilatação inicial de apenas seis centímetros.

Kimberlly deu entrada na unidade hospitalar em 23 de julho, após expelir líquido e apresentar poucas contrações. "Não estava em trabalho de parto. Mesmo assim, eles me mantiveram internada e começaram a realizar exames de toque a cada 30 minutos para verificar a dilatação do colo do útero, além de cardiotocografia para avaliar o bem-estar fetal", explicou Kimberlly. Ela começou a sangrar e sentir muita dor devido aos procedimentos, insistindo em que não estava em trabalho de parto e preferia uma cesariana.

A médica responsável informou que era necessária a indução do parto normal, alegando que a dilatação havia aumentado para seis centímetros e as contrações não estavam ritmadas, o que poderia afetar a saúde do bebê. Durante a indução, Kimberlly afirmou ter direito à cesariana e que não suportava mais a dor. "A médica disse que iria usar o fórceps e eu implorei para não usar, pois estava com medo de machucar meu filho, já que ele não estava na posição correta", lamentou.

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Após nove horas de indução, uma cesariana de emergência foi realizada, resultando no nascimento do menino às 17h40 com leve hematoma na cabeça e na mão. O trauma do episódio afetou a saúde e o psicológico de Kimberlly, que oito meses depois ainda sente dores ao urinar. "Não pretendo ter mais filhos. Ele é minha bênção, mas não quero passar por isso novamente", concluiu.

Até o momento, a Prefeitura de São Bernardo não se pronunciou sobre o caso.

 

FONTE/CRÉDITOS: São Bernardo do Campo