Um homem foi preso em São Bernardo do Campo sob acusação de estupro de vulnerável contra sua filha de 17 anos, que estava internada na UTI de um hospital da cidade devido a um grave quadro de paralisia cerebral e pneumonia.

Para proteger a identidade da vítima, a polícia manteve em sigilo tanto a identidade do homem quanto a identificação exata do hospital onde o crime ocorreu. A prisão ocorreu em 14 de maio, após a equipe de enfermagem do hospital gravar vídeos que levantaram suspeitas sobre o comportamento do pai durante as visitas, além de notar mudanças no comportamento da adolescente.

“Mesmo trabalhando há mais de dez anos no combate à exploração e ao abuso sexual infantil, eu e minha equipe ficamos chocados com as nuances deste caso. O abuso praticado pelo genitor, na UTI de um hospital, com a vítima em completa vulnerabilidade por seu estado clínico, nos deixou estarrecidos”, afirmou a delegada da Seccional de São Bernardo, Kelly Cristina Sacchetto.

Leia Também:

Segundo o inquérito policial, o laudo do IML apontou que a vítima apresentava lesões compatíveis com atos libidinosos, ressaltando que, devido às suas enfermidades, ela estava impossibilitada de se defender ou reagir.

Após a apresentação do relatório final do inquérito policial, a Justiça converteu a prisão em flagrante do homem em prisão preventiva. Ele agora é réu por estupro de vulnerável, e o processo corre em segredo de Justiça, devido à idade da vítima. “A atuação (da polícia) foi imediata para cessar com a violência assim que os fatos chegaram ao nosso conhecimento. Em menos de 12 horas da comunicação, o autor já estava preso, por força de mandado de prisão temporária, que foi convertido em prisão preventiva pela Justiça”, explicou Sacchetto.

Defesa

De acordo com o inquérito policial, o pai da vítima negou sucintamente qualquer abuso, afirmando que apenas fez alguns "carinhos" em sinal de afeto. Em nota, o advogado do acusado também nega as acusações, argumentando que as gravações “não confirmam com exatidão a prática do crime e que, por isso, ele deve ser considerado inocente até que se prove o contrário”.

 

FONTE/CRÉDITOS: ABC