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Uma descoberta inesperada aumentou a comoção em torno da morte da servidora pública Priscila Meneses Cabral, de 44 anos, vítima de atropelamento em Mauá. A família só soube que ela estava grávida após a confirmação de sua morte cerebral, quando tentava autorizar a doação de órgãos, desejo manifestado pela própria vítima.
Priscila foi atropelada na Avenida Capitão João, no dia 31 de maio, por uma BMW. Ela permaneceu internada durante cinco dias no Hospital Nardini, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no último dia 5.
Segundo informações da investigação, existe a suspeita de que o motorista envolvido no acidente participava de um racha com outro veículo. A Polícia Civil analisa imagens e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do caso.
Na noite do acidente, Priscila retornava de um estabelecimento onde assistiu à final da Champions League ao lado do namorado. O carro em que estavam apresentou problemas mecânicos e foi parado no acostamento. Enquanto o companheiro buscava ajuda, ela permaneceu próxima ao veículo e acabou sendo atingida.
Testemunhas relataram que a vítima foi arremessada por vários metros após o impacto. Ainda de acordo com relatos, o motorista da BMW teria deixado o local logo após a colisão.
Após a confirmação da morte, familiares iniciaram os procedimentos para a doação de órgãos. No entanto, foram informados pela equipe médica de que o procedimento não poderia ser realizado devido à gravidez, situação até então desconhecida pela família.
Os motoristas envolvidos já foram identificados e a expectativa é que o condutor da BMW preste depoimento à Polícia Civil nos próximos dias.
O caso segue sob investigação.
ABCD NEWS
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