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A crença de que sentir dor é algo normal na terceira idade precisa ser desconstruída. Em entrevista à CNN, o geriatra Leonardo Oliva, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), afirma que a dor crônica não deve ser considerada uma consequência natural do envelhecimento. Segundo ele, esse pensamento é reflexo do etarismo — o preconceito contra pessoas idosas — e pode impedir diagnósticos e tratamentos adequados.
Mais de um terço dos brasileiros acima dos 50 anos convive com algum tipo de dor persistente, geralmente causada por doenças como artrose, artrite, neuropatias e até câncer. O problema não está na idade em si, mas no acúmulo de lesões, doenças e perda da capacidade de recuperação do corpo.
O tratamento deve ser cuidadoso e individualizado. Anti-inflamatórios comuns são evitados em idosos por riscos colaterais. A abordagem multidisciplinar — com fisioterapia, psicoterapia e uso responsável de medicamentos — é a mais eficaz.
A melhor estratégia, no entanto, está na prevenção: manter uma rotina ativa, com exercícios físicos, controle de doenças crônicas, sono de qualidade e saúde mental equilibrada.
📌 Causas, consequências e alternativas de tratamento são destaques nesta reportagem que amplia a visão sobre a saúde na terceira idade.
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