Foi encontrado no último sábado (7) o corpo de Alex Gabriel Santos, de 16 anos, que estava desaparecido desde o domingo (1º), na cidade de Pontal, interior de São Paulo. O corpo foi localizado no Rio Pardo, entre Pontal e o distrito de Cândia, após uma semana de intensas buscas.

Alex Gabriel teria sido agredido por três homens, após ser levado de sua casa em uma caminhonete. A agressão teria ocorrido por causa de um celular, que o jovem havia encontrado em um depósito de bebidas. De acordo com relatos de sua irmã, Alex estava feliz com a descoberta do aparelho, pois não possuía um celular. Ele comentou sobre o achado na madrugada de domingo, antes de desaparecer.

Os suspeitos do crime foram identificados como Uanderson dos Santos Dias, de 19 anos, João Guilherme Moreira, de 27, Alex Sander Benedito Ferreira, de 23, e Jean Carlos Nadoly, de 28 anos. Todos foram presos. Uma funcionária do depósito de bebidas onde o celular foi encontrado teria levado o dono do aparelho até a casa de Alex Gabriel. A identidade do dono do celular não foi revelada.

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A Polícia Civil de São Paulo descartou a hipótese de furto ou roubo por parte do adolescente, como inicialmente sugerido. Após o desaparecimento, uma testemunha relatou ter visto Alex sendo forçado a entrar em uma caminhonete. Com base nesse depoimento, a polícia conseguiu identificar os suspeitos.

Durante os depoimentos, os suspeitos confirmaram a agressão, e o dono do celular alegou ter deixado o adolescente em uma zona rural de Cândia, mas Alex não foi encontrado no local. Mais tarde, manchas de sangue foram localizadas na caminhonete utilizada pelos suspeitos, o que ajudou a reforçar a suspeita de que o jovem estava morto.

Na sexta-feira (6), a polícia confirmou a morte de Alex Gabriel e informou que o corpo poderia ter sido desovado no Rio Pardo. Um tênis, que possivelmente pertencia ao adolescente, foi encontrado nas margens do rio, ao lado de sinais de sangue e terra remexida, confirmando ainda mais a hipótese de homicídio.

A morte do jovem gerou comoção na comunidade e a polícia segue investigando o caso, com os suspeitos sob custódia. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo emitiu uma nota afirmando que a Polícia Civil está apurando o caso e a morte foi registrada como suspeita.

FONTE/CRÉDITOS: G1