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O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, em parceria com a Universidade Federal do ABC (UFABC), a Rede Amalgamar e a Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, iniciou o primeiro mapeamento oficial da população LGBTQIA+ das sete cidades da região. O objetivo do levantamento é identificar as demandas e vulnerabilidades dessa parcela da população para subsidiar políticas públicas mais eficazes.
Segundo o secretário-executivo do consórcio, Aroaldo da Silva, o censo é fundamental para ampliar a representatividade e visibilidade do público LGBTQIA+. “Com dados quantitativos e qualitativos, conseguiremos elaborar políticas sociais mais assertivas e inclusivas”, destaca.
Moradora de Ribeirão Pires, a artista Alexya Hiromi Manente, 28 anos, é mulher trans e já respondeu ao questionário. “Relatei vários tipos de violência que sofri, desde as mais veladas até as explícitas. Ainda há muito preconceito. Há lugares onde não me sinto segura”, desabafa.
A coordenadora de Políticas Públicas LGBTQIA+ de Ribeirão Pires, Elisângela Liu, reforça que os dados do censo são essenciais para entender questões como acesso à saúde, educação, mercado de trabalho e proteção contra a violência. “Precisamos saber quem são essas pessoas e onde estão as barreiras para garantir os seus direitos.”
Como participar
A pesquisa está sendo realizada de forma presencial e online, com visitas domiciliares e em locais públicos. Pesquisadores da UFABC e membros da Rede Amalgamar aplicam os questionários. A versão digital pode ser respondida no link: https://forms.gle/EfvRo81w7Q7NU8hQ8.
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