A Prefeitura de Mauá retomou nesta quinta-feira (5) as atividades do CineCaps, oficina terapêutica realizada no CAPS Adulto Primavera que utiliza o cinema como ferramenta de cuidado em saúde mental.

A iniciativa volta a acontecer de forma quinzenal, ampliando as estratégias terapêuticas oferecidas pela unidade e fortalecendo o vínculo entre usuários, equipe e atividades culturais.

Mais do que sessões de cinema, o CineCaps funciona como um espaço de escuta, convivência e reflexão, onde os participantes assistem aos filmes e depois participam de rodas de conversa mediadas pela equipe técnica.

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A proposta busca estimular a expressão de sentimentos, a construção coletiva de sentidos e o fortalecimento da autonomia dos usuários.

Segundo a coordenadora da Atenção Especializada de Mauá, Silvia Marangoni, o projeto reforça o compromisso do município com práticas de cuidado humanizadas.

“O cinema é uma linguagem potente, capaz de despertar emoções, memórias e reflexões importantes para o processo terapêutico”, destacou.

A primeira sessão desta nova fase exibirá o filme “Lisbela e o Prisioneiro”, dirigido por Guel Arraes, uma comédia romântica brasileira ambientada no interior de Pernambuco.

A obra conta a história de Lisbela, uma jovem apaixonada por cinema que tem sua vida transformada ao conhecer Leléu, personagem carismático que muda os rumos da sua história.

De acordo com o monitor da oficina terapêutica, Thiago da Silva Almeida, a escolha dos filmes é feita de forma cuidadosa e alinhada ao projeto terapêutico de cada usuário.

“A cada edição buscamos obras que ampliem o repertório cultural e incentivem reflexões sobre diferentes realidades”, explicou.

Após cada sessão, os participantes participam de rodas de conversa, momento em que podem compartilhar sentimentos, percepções e experiências despertadas pelos filmes.

A programação também é construída de forma participativa: ao final de cada encontro, o próprio grupo escolhe o próximo filme que será exibido.

Para a equipe do CAPS, iniciativas como o CineCaps mostram que o cuidado em saúde mental também passa pela arte, cultura, diálogo e inclusão social.

FONTE/CRÉDITOS: PMM