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A Vivo informou à Anatel que encerrará, em 31 de dezembro de 2025, sua atuação no regime público de telefonia fixa em todo o país, colocando fim a um modelo regulatório em vigor desde a privatização do sistema Telebrás, no fim da década de 1990. A partir da virada do ano, a empresa passa a oferecer o serviço apenas sob regime privado de autorização. Com a mudança, a operadora deixa de ser concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) e ganha mais flexibilidade para definir planos, preços e estratégias comerciais, sem as mesmas obrigações de universalização e continuidade previstas no regime público. Em contrapartida, firmou compromisso de investir R$ 4,5 bilhões em infraestrutura de telecomunicações, incluindo a expansão de redes de fibra óptica em 121 municípios e o reforço da cobertura móvel em 649 localidades, muitas delas com baixa conectividade. Segundo a Vivo, os clientes que ainda utilizam a telefonia fixa não devem ser prejudicados, e o serviço continuará disponível em áreas onde a empresa é a única prestadora, em alguns casos até 2028, durante o período de transição e migração tecnológica. A estratégia da companhia é priorizar ofertas integradas, combinando telefonia, banda larga e internet móvel em pacotes convergentes, alinhados ao crescimento do consumo de dados e da comunicação via aparelhos celulares. A Anatel avalia que a mudança acompanha a realidade do mercado, em que o uso do telefone fixo tradicional vem caindo ano após ano, enquanto os serviços móveis e a banda larga se consolidam como principais meios de acesso à comunicação e à internet. O desafio, na nova etapa, será garantir que a modernização da infraestrutura e a ampliação da fibra óptica ocorram sem perda de proteção para os consumidores que ainda dependem da linha fixa, especialmente em cidades menores e regiões mais afastadas.
ABCD NEWS
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