O Brasil registrou duas mortes por febre do Oropouche na última semana. Segundo o Ministério da Saúde, até então "não havia relato na literatura científica mundial sobre a ocorrência de óbitos pela doença". As vítimas eram duas mulheres na Bahia, onde ocorre um surto da doença. No país, já foram registrados 7.236 casos em 20 estados, com a maioria dos casos no Norte.

O que é a Febre Oropouche e seus Sintomas

A Febre Oropouche é transmitida principalmente por mosquitos. Após picarem uma pessoa ou animal infectado, os mosquitos mantêm o vírus no sangue por alguns dias e podem transmiti-lo ao picarem outra pessoa saudável.

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A doença possui dois ciclos de transmissão:

Ciclo Silvestre: Animais como bichos-preguiça e macacos são portadores do vírus. Mosquitos como Coquilletti diavenezuelensis e Aedes serratus podem ser transmissores, mas o principal vetor é o Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Ciclo Urbano: Humanos são os principais portadores do vírus, e o maruim é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comum em áreas urbanas, também pode ocasionalmente transmitir o vírus.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue e chikungunya, incluindo:

Dor de cabeça Dor muscular Dor nas articulações Náusea Diarreia

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico envolve avaliação clínica, epidemiológica e laboratorial, e a doença é de notificação obrigatória devido ao seu potencial epidêmico. A vigilância epidemiológica é crucial para o controle dos casos, aumentando a suspeita clínica para outras doenças e permitindo análises laboratoriais detalhadas.

Apesar das possíveis complicações sérias, como meningite ou encefalite, que são raras, a Febre do Oropouche não possui tratamento específico. Recomenda-se descanso, tratamento dos sintomas e acompanhamento médico.

Prevenção

As medidas de prevenção são semelhantes às da dengue:

Evitar áreas com muitos mosquitos Usar roupas que cubram o corpo e aplicar repelente nas áreas expostas Manter a casa limpa, eliminando locais de reprodução de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas

 

FONTE/CRÉDITOS: imprensa@abcdnews.com.br