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O Hospital Doutor Radamés Nardini, único hospital totalmente SUS de Mauá, tornou-se o principal eixo de atendimento emergencial da microrregião, assumindo uma demanda muito maior do que sua estrutura foi projetada para suportar. Todos os dias, o Nardini salva vidas de moradores de Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e até vítimas de acidentes graves no Rodoanel — consolidando-se como retaguarda indispensável da saúde pública no Grande ABC.
Apesar do esforço das equipes e da capacidade de resposta diante de cenários críticos, a sobrecarga revela um problema estrutural que há anos impacta o serviço público regional: falta um segundo hospital de referência que divida essa responsabilidade.
Pacientes de toda a microrregião chegam ao Nardini em situações que exigem agilidade e suporte especializado. Acidentados, vítimas de colisões, politraumatizados, pacientes psiquiátricos em crise, gestantes em risco e inúmeros atendimentos ortopédicos passam diariamente pela porta do hospital, que funciona 24 horas sem interrupções.
A centralização do atendimento em um único equipamento cria gargalos, aumentos de tempo de espera e pressão sobre equipes que operam no limite.
No mês passado, uma proposta voltou ao debate no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC: a construção de um hospital estadual específico para atender Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A iniciativa busca oferecer equilíbrio no fluxo de pacientes e desafogar o Nardini, garantindo mais qualidade, mais leitos e maior segurança em atendimentos de alta complexidade.
Especialistas apontam que, com o crescimento populacional e o aumento dos acidentes nas rodovias próximas, a microrregião já ultrapassou o limite do que um único hospital pode sustentar.
No setor de ginecologia e obstetrícia, o Nardini absorve grande parte dos nascimentos da região, além de emergências obstétricas. Na psiquiatria, é responsável por acolher pacientes em crise que, muitas vezes, chegam encaminhados de outras cidades sem estrutura própria para esse tipo de atendimento.
A falta de uma alternativa hospitalar amplia o deslocamento de pacientes e muitas vezes compromete o tempo de resposta ideal.
O Nardini é, sem dúvida, um hospital que salva vidas todos os dias. Seu papel é inquestionável: é a linha de frente da saúde pública para mais de meio milhão de moradores da microrregião. Porém, sua importância também evidencia uma necessidade urgente:
ABCD NEWS
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