O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC sinalizou apoio à proposta apresentada pelo prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), para a construção de um terceiro hospital estadual na região. A iniciativa visa ampliar o atendimento de alta complexidade para os moradores de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, municípios que enfrentam sobrecarga nos serviços de saúde.

Segundo o secretário executivo do consórcio, Aroaldo Silva, a pauta já está em debate entre os sete prefeitos do Grande ABC e será apresentada ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Atualmente, a região — com quase 2,8 milhões de habitantes, conforme o IBGE — conta apenas com o Hospital Estadual Serraria, em Diadema, e o Hospital Mário Covas, em Santo André.

“Existe um diagnóstico real da necessidade de um novo hospital para atender a microrregião que hoje não é coberta por nenhum equipamento estadual”, explicou Aroaldo.

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A proposta partiu de reuniões entre Marcelo Oliveira, Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires, e Akira Auriani (PSB), de Rio Grande da Serra. O objetivo é reduzir o deslocamento de pacientes e garantir uma cobertura mais equilibrada entre os municípios.

O Hospital Nardini, sob gestão de Mauá, foi inaugurado em 1986, quando a cidade tinha cerca de 270 mil habitantes — hoje já ultrapassa os 429 mil moradores. A unidade, segundo Oliveira, não tem mais estrutura para absorver a demanda crescente, que inclui pacientes vindos da Zona Leste de São Paulo, do Rodoanel Mário Covas e da Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31).

Além da proposta do novo hospital, o Consórcio pretende reativar a discussão sobre a Cross Regional — sistema que permitiria a troca de vagas e serviços entre as sete cidades do ABC, sem que os pacientes precisem buscar atendimento fora da região.

Compras consorciadas para a saúde

Após o sucesso das compras conjuntas de drones e o planejamento para aquisição de viaturas das Guardas Civis Municipais, o Consórcio agora pretende expandir o modelo para a área da saúde. A iniciativa segue a Lei Federal nº 11.107/2005, que regulamenta consórcios públicos e permite licitações unificadas.

“Os prefeitos pediram que nossa equipe técnica trabalhe em conjunto com os secretários municipais de saúde para definir os itens prioritários. Quando tivermos um modelo consolidado, apresentaremos publicamente o novo programa”, afirmou Aroaldo Silva.

FONTE/CRÉDITOS: DGABC