O sonho de liberdade é o que move a família de Jocer Ferreira, morador do bairro Montanhão, em São Bernardo do Campo. Ele foi preso injustamente na última sexta-feira (30/08), após ser abordado pela Polícia Militar enquanto passeava em Guarulhos. Desde então, a vida de Jocer e de seus familiares se transformou em um verdadeiro pesadelo.

Segundo informações da polícia, Jocer Ferreira é confundido com um homem procurado pela Justiça por homicídio no estado do Ceará, ocorrido em 23 de fevereiro de 2000. Entretanto, a família garante que ele nunca saiu do estado de São Paulo e, na época do crime, trabalhava no Senai de São Bernardo do Campo.

A filha de Jocer, Thais Costa Ferreira Lopes, explica que o erro se deve a uma confusão envolvendo os nomes. Enquanto seu pai se chama Jocer Ferreira, o verdadeiro acusado do crime no Ceará é identificado como Jocir Ferreira.

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“Meu pai nunca saiu do estado de São Paulo. Em 2000, ele era ajudante geral no Senai, e temos a carteira de trabalho para provar isso. Ele sempre foi trabalhador, e agora precisamos de ajuda para que ele seja solto. Com a divulgação desse caso, esperamos que outras pessoas que conheçam o verdadeiro assassino também possam nos ajudar”, disse Thais.

Na tentativa de reunir mais provas, Thais procurou o Senai esta semana para solicitar uma cópia do livro de ponto do pai. Apesar de formalizar o pedido por e-mail, foi informada que, devido ao tempo, os documentos já foram descartados. Jocer trabalhou na instituição de abril de 1993 a dezembro de 2001.

Além disso, um documento da Polícia de São Bernardo será anexado ao processo que busca a libertação de Jocer. O relatório destaca diferenças significativas entre Jocer Ferreira e o homem procurado pela Justiça.

“No mandado de prisão, o nome do acusado é Jocir Ferreira, filho de Josuá Teodorico Ferreira e Maria Ferreira Lima, nascido em 08/05/1962. Já o nome do meu pai é Jocer Ferreira, ele não tem pai declarado e sua mãe se chama Maria Ferreira”, explicou Thais, reforçando a clara divergência de dados.

Agora, a família aguarda que essas provas sejam suficientes para corrigir a injustiça e trazer Jocer de volta para casa.

 

FONTE/CRÉDITOS: ABCD NEWS