Estudantes dos 6º, 7º e 8º anos da Escola Estadual Vila Magini II, em Mauá, tiveram suas produções artísticas expostas na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A iniciativa reuniu arte, leitura, protagonismo juvenil e valorização da biblioteca escolar.

A participação começou a partir de um convite do Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região (CRB-8) para uma ação voltada à valorização das bibliotecas escolares, da leitura e da formação de novos leitores.

A proposta era aproximar estudantes da rede pública de um importante espaço cultural e estimular, por meio da arte, reflexões sobre a importância dos livros, da leitura e das bibliotecas no ambiente escolar.

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Produção dos estudantes

Com cerca de uma semana para desenvolver a proposta, as professoras de Arte Monique e Bruna mobilizaram os estudantes para a criação dos trabalhos.

A linguagem escolhida foi o lambe-lambe, manifestação artística associada aos espaços urbanos e caracterizada pela produção e exposição de cartazes.

A partir dessa linguagem, os alunos desenvolveram trabalhos relacionados à leitura, aos livros, à escola e às bibliotecas.

O resultado foi uma série de produções marcadas pela criatividade e pelas percepções dos próprios estudantes sobre o universo da leitura.

Obras chegaram à Bienal

Depois da conclusão dos trabalhos, representantes do CRB-8 estiveram na escola para recolher as produções.

As obras passaram por um processo de produção gráfica e posteriormente foram incorporadas ao estande apresentado durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

O momento ganhou um significado especial quando os próprios estudantes tiveram a oportunidade de visitar o evento e encontrar suas criações expostas.

Para muitos deles, segundo o relato apresentado pela escola, essa foi a primeira experiência em um evento cultural dessa dimensão.

Pertencimento e protagonismo

Para a diretora da E.E. Vila Magini II, Larissa Felipe Ferreira, a participação representou uma oportunidade de ampliar os horizontes dos estudantes e fortalecer o sentimento de pertencimento a espaços culturais.

“Estamos falando de uma escola pública, periférica e inserida em um território de vulnerabilidade social. Nossos estudantes precisam se enxergar pertencendo a esses espaços e perceber que a produção e a arte deles têm valor”, destaca a diretora.

A experiência também permitiu aos alunos perceber que uma produção iniciada dentro da sala de aula poderia chegar a um espaço cultural de grande visibilidade.

Arte que volta para a escola

No encerramento da Bienal, a diretora acompanhou a conclusão do percurso iniciado dentro da unidade escolar.

A previsão apresentada no material é de que o painel com os trabalhos retorne à E.E. Vila Magini II e permaneça exposto para a comunidade escolar.

Dessa forma, a produção artística percorreu diferentes etapas: nasceu dentro da escola, foi apresentada na Bienal e deverá retornar à unidade de ensino.

Educação para além da sala de aula

A iniciativa aproximou estudantes da arte, da cultura e da leitura, além de proporcionar uma experiência fora do cotidiano escolar.

Ao participarem da produção e posteriormente encontrarem seus trabalhos expostos, os estudantes tiveram contato direto com um espaço cultural dedicado ao livro e à literatura.

A ação também reforça a importância de projetos que valorizem a expressão artística e o protagonismo dos estudantes dentro da escola pública.

FONTE/CRÉDITOS: informações fornecidas pela E.E. Vila Magini II e conteúdo apresentado sobre a participação da unidade no projeto do CRB-8.